PROJETO TAMBORIM

Coordenação Regina Teixeira

 

Histórico

 

Tudo começou quando em maio de 2008, um grupo de mulheres resolveu aprender tamborim com mestre Juninho, diretor de bateria da escola de Samba Villa Rica.

 

vídeos gravados em 22 de junho de 2008

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na continuidade do aprendizado permaneceram Beatriz Breves, Marisa Queiroz e Regina Teixeira, as demais desistiram. Durante vários meses Beatriz, Marisa e Regina,  todos os sábados, por volta das 17 horas,  iam a quadra da escola para aprender com mestre Juninho. No carnaval de 2009, se tornaram ritmistas da escola.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E neste processo, o envolvimento com a comunidade foi inevitável, principalmente quando mestre Juninho revela seu sonho de ensinar percussão para as crianças e adolescentes da comunidade.

 

Nós três nos unimos ao sonho do mestre Juninho e começamos a pensar em como poderíamos colocar em prática.

 

Inicialmente, convocamos amigos para unidos comprarmos alguns tamborins a fim de poder começar. Os outros instrumentos de percussão a própria escola de samba Villa Rica emprestava. Fizemos a divulgação através de folhetos elaborados por nós e distribuídos na comunidade. Pouco a pouco algumas crianças começaram a chegar.

 

Conseguimos também que mestre Juninho ganhasse um  cavaquinho e fizesse um curso deste instrumento, curso pago por anônimos vizinhos da comunidade. Em troca ele ministraria as aulas para as crianças.

 

Foi assim dia-a-dia que nasceu o projeto  originalmente chamado de projeto Tamborim e, posteriormente, acrescido ao nome Bateria nota 10 devido a nota da bateria no nosso primeiro carnaval como ritmistas.

 

Tínhamos clareza de que não estaríamos lá para dar mas para trocar. Trajetória que por mais surpresa que possa causar se tornou mais difícil quando não se tem objetivos de ganhos outros que não fossem a melhoria da qualidade de vida. Passamos por momentos que pensamos o projeto iria sucumbir.

 

Conseguimos uma única reunião com as mães, depois, por dificuldades inerentes a própria situação, não mais se realizou, apesar de ainda haver a proposta para a implantação destas reuniões com os familiares.

 

Por vezes também as crianças e adolescentes também sumiram, fazendo a gente pensar se o projeto seria de fato uma demanda deles; mas assim como sumiam reapareciam.

 

Instituímos que todas as crianças deveriam estar matriculadas na escola para participar do projeto. Mas qual foi nossa surpresa descobrir que muitas delas não só não vão como não valorizam a escola. Entendemos então que impor uma ordem não seria a melhor trajetória, mas tentar sim, através da aproximação e confiança,  mostrar a importância para a vida de cada um a ida a escola. Aproximação e confiança muitas vezes quebrada devido a imprevistos que ocorriam em nossas vidas e nas vidas daquelas pessoas. Sem falar de vezes que precisávamos nos afastar por causa dos tiroteios constantes no morro do Cabritos. No entanto, entendíamos que o importante era não desistir.

 

Ficava claro que havia todo uma linguagem a ser aprendida que só o tempo iria nos ensinar. Paciência sempre foi nosso lema.

 

O projeto, que conta em torno de 15 crianças, ganhou reforço significativo quanto se juntou ao projeto Futsal coordenado por Tereza e Claudinho, assim como mestre Juninho, pessoas da comunidade, que reúne 120 crianças. A bem da verdade, Tereza e Claudinho tem ajudado e muito, com seu grupo de criança a realizar o grupo de aprendizado de percurssão.

 

Tereza e Claudinho realizam um trabalho espetacular com as crianças da comunidade, apesar das dificuldades financeiras, falta de apoio, etc.

 

Com a união do Futsal, surgiu a demanda verbal de atendimento e/ou orientação psicológica e pedagógica as crianças e adolescentes. Beatriz Breves e Marisa Queiroz, como psicólogas, e Regina Teixeira como psicopedagoga, se ofereceram a realizar grupos operativos. Apesar de ainda não ter se concretizado na prática, ou seja, não ter saído da demanda verbal, as portas estão abertas. Por enquanto apenas um atendimento psicológico individual está sendo realizado.

 

Enfim, devagar e sempre, com respeito e dignidade, o projeto continua sua caminhada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje o Projeto Tamborim, muito mais do que uma proposta que acontece dia-a-dia, também se faz uma semente para ser plantada em outras comunidades.

 

 

 

 

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